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Índice de Preços ao Produtor (IPP) cresce 3,13% em março Imprimir E-mail

Período

Taxa

Março de 2022

3,13%

Fevereiro de 2022

0,54%

Acumulado no ano

4,93%

Acumulado em 12 meses

18,31%

Março de 2021

4,63%

 

Em março de 2022, os preços da indústria cresceram 3,13% frente a fevereiro, número superior ao da comparação entre fevereiro/2022 e janeiro/2022 (0,54%).

Em março, o preço de 16 das 24 atividades industriais investigadas apresentaram variações positivas de preço ante o mês imediatamente anterior.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).

A publicação completa pode ser acessada aqui.

Índice de Preços ao Produtor, segundo as Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Seções, Brasil, últimos três meses

Indústria Geral e Seções

Variação (%)

M/M-1

Acumulado no Ano

M/M-12

Jan/2022

Fev/2022

Mar/2022

Jan/2022

Fev/2022

Mar/2022

Jan/2022

Fev/2022

Mar/2022

Indústria Geral

1,20

0,54

3,13

1,20

1,74

4,93

25,53

20,02

18,31

B - Indústrias Extrativas

9,54

8,34

10,69

9,54

18,68

31,36

11,30

-5,73

-0,03

C - Indústrias de Transformação

0,77

0,11

2,68

0,77

0,88

3,58

26,43

22,03

19,74

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coord. de Estatísticas Conjunturais em Empresas

Em março de 2022, os preços das indústrias extrativas e de transformação – IPP variaram, em média, 3,13% quando comparados aos de fevereiro de 2022, número superior ao da comparação entre fevereiro/2022 e janeiro/2022 (0,54%).

Em março, 16 das 24 atividades industriais investigadas apresentaram variações positivas de preço ante o mês imediatamente anterior, seguindo o sinal da variação no índice da indústria geral. Em fevereiro, foram 15.

As quatro atividades com maiores variações, em termos absolutos, entre fevereiro e março, foram: refino de petróleo e biocombustíveis (10,84%); indústrias extrativas (10,69%); outros produtos químicos (5,75%); e calçados e produtos de couro (-3,28%).

Refino de petróleo e biocombustíveis foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado, sendo responsável por 1,23 pontos percentuais (p.p.) de influência na variação de 3,13% da indústria geral. Ainda neste quesito, outras atividades que também sobressaíram foram alimentos, com 0,71 p.p. de influência, indústrias extrativas (0,61 p.p.) e outros produtos químicos (0,57 p.p.).

Com as variações de preço de março, o indicador acumulado no ano atingiu variação de 4,93%. Em 2021, a taxa acumulada até o mês de março havia sido de 13,92%. O valor da taxa acumulada no ano até este mês de referência é o segundo maior já registrado para um mês de março desde o início da série histórica, em 2014.

Entre as atividades que, em março/2022, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: indústrias extrativas (31,36%), refino de petróleo e biocombustíveis (15,23%), impressão (6,75%) e bebidas (6,45%). Já as principais influências foram registradas em refino de petróleo e biocombustíveis (1,70 p.p.), indústrias extrativas (1,53 p.p.), alimentos (0,83 p.p.) e outros produtos químicos (0,48 p.p.).

A variação acumulada em 12 meses foi de 18,31% neste mês de referência. No mês antecedente (fevereiro/2022), este mesmo indicador havia registrado taxa de 20,02%. Os setores com as quatro maiores variações de preços foram: refino de petróleo e biocombustíveis (41,97%); outros produtos químicos (37,50%); produtos de metal (24,38%); e fabricação de máquinas e equipamentos (23,81%). Já os setores de maior influência foram: refino de petróleo e biocombustíveis (4,28 p.p.); alimentos (4,11 p.p.); outros produtos químicos (3,29 p.p.); e veículos automotores (0,93 p.p.).

Entre as Grandes Categorias Econômicas, a variação de preços em março frente a fevereiro de 2022 repercutiu da seguinte maneira: 0,32% de variação em bens de capital; 3,65% em bens intermediários; e 2,80% em bens de consumo, sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis foi de 0,36%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis foi de 3,28%.

A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 59,22% e respondeu por 2,15 p.p. da variação de 3,13% nas indústrias extrativas e de transformação. Completam a lista, bens de consumo, com influência de 0,96 p.p., e bens de capital com 0,02 p.p. No caso de bens de consumo, a influência observada em março se divide em 0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,94 p.p. associado à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A variação acumulada no ano das Grandes Categorias Econômicas chegou a 3,48%, no caso de bens de capital; 5,94% em bens intermediários; e 3,50% em bens de consumo - sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de 1,86%, enquanto que bens de consumo semiduráveis e não duráveis, 3,82%.

Em termos de influência no acumulado no ano, bens de capital foi responsável por 0,24 p.p. dos 4,93% verificados na indústria geral até março deste ano. Bens intermediários respondeu por 3,48 p.p. e bens de consumo exerceu influência de 1,21 p.p., sendo 0,10 p.p. para bens de consumo duráveis e 1,10 p.p. para bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Índice de Preços ao Produtor, variação segundo as Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias Econômicas, Brasil, últimos três meses

Grandes Categorias Econômicas

Variação (%)

M/M-1

Acumulado no Ano

M/M-12

Jan/2022

Fev/2022

Mar/2022

Jan/2022

Fev/2022

Mar/2022

Jan/2022

Fev/2022

Mar/2022

Indústria Geral

1,20

0,54

3,13

1,20

1,74

4,93

25,53

20,02

18,31

Bens de Capital (BK)

2,55

0,59

0,32

2,55

3,15

3,48

19,72

19,81

16,70

Bens Intermediários (BI)

1,75

0,45

3,65

1,75

2,21

5,94

30,95

22,00

19,66

Bens de Consumo (BC)

-0,02

0,69

2,80

-0,02

0,68

3,50

18,24

16,81

16,34

Bens de Consumo Duráveis (BCD)

1,16

0,33

0,36

1,16

1,49

1,86

14,73

13,42

13,32

Bens de Consumo Semiduráveis e Não Duráveis (BCND)

-0,24

0,77

3,28

-0,24

0,52

3,82

18,95

17,49

16,93

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coord. de Estatísticas Conjunturais em Empresas

No indicador acumulado em 12 meses entre as Grandes Categorias Econômicas, a variação de preços de bens de capital foi de 16,70% em março/2022. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram 19,66% neste intervalo de um ano e a variação em bens de consumo foi de 16,34%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 13,32% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 16,93%.

No que diz respeito às influências no resultado dos últimos 12 meses entre as Grandes categorias Econômicas, com peso de 59,22% no cálculo do índice geral, bens intermediários foi responsável por 11,51 p.p. dos 18,31% de variação acumulada em 12 meses na indústria, neste mês de referência. No resultado de março de 2022, houve, ainda, influência de 5,65 p.p. de bens de consumo e de 1,15 p.p. de bens de capital.

No mês de março, destacaram-se os seguintes setores:

Indústrias extrativas: em março, os preços subiram 10,69% frente ao mês anterior, a terceira alta consecutiva e o primeiro resultado positivo com dois dígitos desde fevereiro de 2021 (27,91%). Com isso, o acumulado no ano foi a 31,36%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a variação é negativa (-0,03%).

O setor destaca-se por ser a segunda maior variação na comparação com o mês anterior e a primeira no acumulado. Além disso, foi a terceira maior influência frente ao mês anterior (0,61 p.p., em 3,13%) e a segunda no acumulado (1,53 p.p., em 4,93%).

Alimentos: em março, os preços dos alimentos variaram 3,01% ante o mês anterior. É o maior resultado desde outubro de 2020 (4,67%). Com esse aumento, o acumulado no ano chegou a 3,50% e a 17,42%, na comparação de março de 2022 contra março de 2021. O setor teve a segunda maior influência frente ao mês anterior (0,71 p.p., em 3,13%) e no acumulado em 12 meses (4,11 p.p., em 18,31%) e a terceira no acumulado no ano (0,83 p.p., em 4,93%).

Os quatro produtos de maior influência frente ao mês anterior respondem por 1,10 p.p. da variação de 3,01%. Entre eles, apenas um, "açúcar VHP (very high polarization)", impactou negativamente o resultado. Este movimento é compatível tanto com as condições específicas do mercado, como também com a apreciação do real frente ao dólar (4,4% em relação a fevereiro e 12,1% ao longo de 2022).

No caso de "resíduos da extração de soja" e "carnes e miudezas de aves congeladas", os preços acompanharam o aumento da demanda, em particular do mercado internacional. No caso de "leite esterilizado / UHT / Longa Vida", a oferta do leite in natura esteve abaixo do normal, o que tem impacto direto nos custos.

Refino de petróleo e biocombustíveis: em março, os preços do setor variaram, em relação a fevereiro, 10,84%, variação mais intensa desde novembro de 2021 (7,45%) e a mais intensa desde março de 2021 (16,68%), sendo a primeira em dois dígitos no período. O acumulado no ano saltou de 3,96% em fevereiro para 15,23% em março. No acumulado em 12 meses, a variação foi de 41,97%, 7,48 p.p. menor do que a de fevereiro.

Pelo comportamento dos preços, o setor foi destaque tanto em variação quanto em influência, nos três indicadores calculados. Foi o primeiro na variação mensal e na anual, e o segundo na acumulada no ano. Foi, por sua vez, a principal influência nos três casos: 1,23 p.p., em 3,13% (frente ao mês anterior); 1,70 p.p., em 4,93% (acumulado no ano); e 4,28 p.p., em 18,31% (acumulado em 12 meses). Por fim, vale observar que o setor, quando comparado a todos os demais da indústria, é o segundo que apresentou a maior variação desde dezembro de 2018 (base da série atual), 122,27%, perdendo para indústrias extrativas (147,56%).

Outros produtos químicos: a indústria química, no mês de março, apresentou uma variação de 5,75%, maior valor desde outubro de 2021, quando alcançou 6,42%. Os resultados observados estão ligados principalmente aos preços internacionais, com impacto nos custos de aquisição das matérias-primas, especialmente dos produtos ligados a adubos e herbicidas.

Os maiores responsáveis pelo resultado no mês são os produtos do grupo “fabricação de produtos químicos inorgânicos”, o qual apresentou uma variação média de 9,27% no mês, seguido dos produtos de “fabricação de defensivos agrícolas e desinfestantes domissanitários”, que tiveram uma variação de 11,15% no mês - maior variação em toda série levantada no IPP. Já o grupo de “fabricação de resinas e elastômeros” ficou com uma variação de -1,80%.

Quanto aos quatro produtos que mais influenciaram o resultado (5,31 p.p., em 5,75%), houve aumento de preços em todos eles: “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, “herbicidas para uso na agricultura”, “adubo/fertilizante mineral/ químico com nitrogênio e potássio” e “adubos ou fertilizantes minerais ou químicos, fosfatados”. Os demais 35 produtos pesquisados na atividade tiveram, na média, um resultado positivo de 0,44 p.p. da variação final da atividade.

O setor se destacou, na comparação com as 24 atividades da pesquisa, por ter a terceira maior variação de preços no mês, a segunda no acumulado em 12 meses, a quarta influência no mês e no acumulado do ano e a terceira maior influência no acumulado em 12 meses.

Veículos automotores: em março, a variação observada no setor, quando comparada com o mês imediatamente anterior, foi de 0,28%, próxima à observada no mês passado, que foi de 0,30%. Este foi o 21º resultado positivo consecutivo neste indicador. Com isso, no primeiro trimestre de 2022, o setor acumula uma variação de 2,86%. A variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 13,52%, abaixo dos 14,82% observados em fevereiro e vem apresentando uma desaceleração desde janeiro, que também havia sido o maior resultado da série para este indicador, com 15,94%.

A atividade de veículos automotores se destacou, dentre todos os setores analisados na pesquisa, por apresentar a quarta maior influência no resultado acumulado em 12 meses, com 0,93 p.p. em 18,31% da Indústria Geral.

O grupo econômico analisado da atividade, “fabricação de automóveis, camionetas e utilitários”, apresentou, em março, variação de 0,19% na comparação com fevereiro. Assim como ocorre no setor, esse é o 21º resultado positivo consecutivo nesse indicador. Além disso, o grupo acumula, nesses três primeiros meses de 2022, uma variação de 2,00%, ao passo que, nos últimos 12 meses, apresenta um resultado de 11,43%. Vale destacar que todos esses resultados estão abaixo da média do setor.

 

Comunicação Social,
28 de abril de 2022

 
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